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As doenças ocupacionais são uma das principais causas de afastamento dos trabalhadores. Em condições mais graves, elas podem provocar até mesmo o afastamento definitivo da função, pois aos olhos do Ministério da Previdência Social elas são classificadas da mesma forma que os acidentes de trabalho, esta relação das doenças com as funções consta no NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico).

É papel do empresário fornecer aos seus trabalhadores as condições adequadas para evitar que esses problemas ocorram, a prioridade vem sempre para tentar atenuar os riscos do ambiente, por isso os equipamentos de proteção coletiva (EPC), devem anteceder aos equipamentos de proteção individual (EPI), que além da obrigatoriedade de entrega por conta da empresa, a mesma deve orientar os empregados e supervisioná-los no uso correto.

Compreender quais são as doenças ocupacionais mais comuns e saber como preveni-las é fundamental para qualquer empresa. Nesse artigo, detalhamos o que caracteriza uma doença ocupacional e como se prevenir para que elas não ocorram no seu ambiente de trabalho.

O que são doenças ocupacionais?

Doenças ocupacionais são aquelas causadas por conta das condições e do tipo de trabalho ao qual um profissional é submetido. A Lei 8.213/91 utiliza dois termos para melhor especificá-las: as doenças profissionais e as doenças do trabalho. Entender a diferença entre eles é igualmente importante.

Doença profissional é aquela que ocorre em razão de um tipo de trabalho específico, que conste em uma lista elaborada pelo Ministério da Previdência Social. Já a doença do trabalho não é específica de uma determinada profissão, mas tem sua origem no desempenho de atividades no trabalho.

Independentemente de qual categoria elas se enquadrem, as doenças ocupacionais, para fins previdenciários, são consideradas similares aos acidentes de trabalho.

Quais são as doenças ocupacionais mais comuns?

Existem diversas doenças ocupacionais listadas pelo Ministério da Previdência Social. Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre as cinco mais comuns.

1. LER: Lesões por Esforços Repetitivos

As LER são provavelmente o tipo de doença ocupacional mais comum que se tem registro. Elas são causadas pela repetição de um determinado movimento por um tempo prolongado. Com o passar do tempo, além de dores musculares, o trabalhador tem a sua capacidade de movimentos reduzida.

Evitar as LER, felizmente, não é difícil. Durante a atividade, o trabalhador deve fazer pausas para descanso, de hora em hora, por alguns minutos. A ginástica laboral, exercícios orientados por um profissional de Educação Física, é outra maneira de evitar essas lesões.

Por fim, rever a forma de trabalho em questão para que o trabalhador tenha mais conforto na hora da execução das tarefas é outra solução possível.

2. DORT: Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho

Similares às LER, os DORT são causados predominantemente pela postura inadequada durante o trabalho. Dores nas costas e no pescoço, por exemplo, podem ser enquadrados nessa categoria. Aliás, as dores nas costas são um problema de saúde que mais afastam trabalhadores no Brasil.

O incentivo à prática de atividades físicas é uma maneira de combater esse problema, pois o fortalecimento muscular auxilia na prevenção. Já os empregadores devem fornecer condições de trabalho adequadas, tais como mesas e cadeiras ergonômicas e apoios para os pés e para os punhos.

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3. Asma ocupacional

A asma é uma doença ocupacional que se desenvolve em ambientes nos quais agentes tóxicos causam obstrução das vias respiratórias. Assim, poeiras, algodão, borracha e madeira são exemplos de itens que podem agravar a saúde do trabalhador se ele não estiver devidamente protegido.

A prevenção a esses problemas se dá por meio dos EPI. Em hipótese alguma os trabalhadores devem ficar expostos a essas substâncias sem a devida proteção. É responsabilidade do empregador fornecê-los aos trabalhadores gratuitamente, seguindo a orientação de um profissional de segurança do trabalho.

4. Dermatose ocupacional

Várias doenças são classificadas sob o termo “dermatose ocupacional”. Entre elas podemos citar as dermatites de contato, as úlceras, as infecções e alguns tipos de câncer. Quando exposto a agentes nocivos, como graxa ou óleo, o trabalhador pode perceber alterações na mucosa ou na pele.

A exemplo do que ocorre com a asma ocupacional, a principal forma de prevenção às dermatoses é por meio dos EPI. Durante o tratamento, o trabalhador deve ficar completamente afastado do contato com essas substâncias.

5. Surdez temporária ou definitiva

Por fim, outro problema recorrente em diversas áreas é o da exposição dos trabalhadores a ruídos intensos e contínuos. Trabalhadores da construção civil, por exemplo, estão entre as vítimas mais comuns desse tipo de condição, mas ela pode se manifestar até mesmo em escritórios em que não haja fones de ouvido adequados.

A principal maneira de evitar o problema é fornecendo um EPI, como protetores auriculares. Já trabalhadores que passam o dia com fones de ouvido, como atendentes de telemarketing, devem fazer pausas de hora em hora para que a exposição contínua aos ruídos não agrave problemas auditivos.

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Ainda tem dúvidas de como prevenir as doenças ocupacionais na sua empresa? Entre em contato com a nossa equipe e consulte-nos. Temos especialistas à sua disposição para que a sua empresa possa ficar em conformidade com a legislação, evitando multas e reduzindo o número de afastamentos e doenças relacionados ao trabalho.